Conheça programação de JUNHO do Teatro Rival Petrobras

BAILE DA TABAJARA É A GRANDE NOVIDADE DO RIVAL

A programação de junho traz também shows de MPB4, Angela Ro Ro, Claudio Lins, Fundo de Quintal e muito mais! 

Uma grande novidade marca a programação do mês de junho no Teatro Rival Petrobras. É a estreia de um projeto que já começa com 84 anos de história e resistência cultural em cada um dos lados da parceria. De um, o Rival. Do outro, a famigerada Orquestra Tabajara, que tem a mesma idade, a mesma vitalidade e a mesma capacidade de se reinventar do teatro. A partir do dia 8, o Rival abrirá as portas, mensalmente,  para o famoso Baile da Orquestra Tabajara, que vem embalando várias gerações.

Junho começa com um espetáculo que traduz bem toda essa resistência do Rival e da Tabajara: “Você corta um verso, eu escrevo outro”, em que o grupo MPB4, do alto de seus 50 anos de trajetória, apresenta canções que serviram à luta pela democracia e pela liberdade no Brasil. Nada mais necessário nestes tempos! Necessário e emblemático. É assim o repertório que cantarão Miltinho, Aquiles Reis, Dalmo Medeiros e Paulo Malaguti Pauleira, com participação especial de Bárbara Rodrix. As canções são, em sua maioria, representativas de momentos políticos do país – como “Pra não dizer que não falei de flores” (Geraldo Vandré), “Apesar de você” (Chico Buarque), “O bêbado e a equilibrista” (João Bosco / Aldir Blanc), “Opinião” (Zé Keti), “Carcará (João do Vale e José Cândido) e, claro, “Roda viva” (Chico Buarque). Mas o repertório também tem espaço para falar de liberdade de comportamento, como em “Pare de tomar a pílula” (Odair José). E tem muito mais, como composições de Gilberto Gil, Sueli Costa, Adoniran Barbosa, Genival Lacerda, Padeirinho, e Sérgio Ricardo. É MPB4. É show histórico! E são duas apresentações nos dias 1º e 2 de junho.

Já no dia 7, finalmente é a vez da cantora britânica Jesuton apresentar seu novo trabalho, o primeiro autoral: “Home”. O lançamento estava marcado para abril, mas, por causa de manifestações políticas que tumultuaram o Centro do Rio, foi adiado para este mês. O recém-lançado CD revela a alma viajante da cantora que começou a fazer sucesso cantando nas ruas do Rio em 2012. No show, que vai contar com a participação do grupo de jazz comtemporâneo Afro Jazz, Jesuton vai mostrar o repertório do álbum e também releituras de clássicos da soul music, gravados no DVD “Show me your soul”, de 2014. A cantora  não gosta de rótulos até porque não dá mesmo para definir uma artista tão multifacetada, filha de um nigeriano e uma jamaicana, que nasceu na Inglaterra, estudou em Oxford, veio para o Rio, cantou nas ruas, teve música em trilha de novela, apresentou-se, este ano, no Festival Lollapallooza e agora chega ao Teatro Rival Petrobras. Chega mais, Jesuton!

No dia seguinte, a esperada estreia da temporada de bailes comandados pela Orquestra Tabajara. A proposta é ter um baile mensal, com duração de três horas, no Rival, celebrando os 84 anos da orquestra e os 84 anos do teatro. E na estreia uma convidada muito especial: a cantora Leny Andrade, que descobriu os bailes da vida com a Tabajara, em que tocou saxofone seu irmão Dudu.

A atração do sábado, dia 9, é figurinha carimbada no Rival. A cantora e compositora Angela Ro Ro está sempre em casa, esbanjando talento e humor. É uma verdadeira show-woman! Não à toa, o nome do show é “Amor & Humor”. No repertório, seus sucessos – como “Fogueira” e “Amor, meu grande amor” – além de standards internacionais.

Já o Dia dos Namorados vai ser pra dançar. A banda Real Dance comanda o Baile Charme dos Namorados, com participação especial de Luiz Camilo e abertura com DJ Beto Barra. E tem mais! Vai ter aulão de dança de salão com o coreógrafo Jefferson Bilisco. Pra todo mundo fazer bonito na pista do Teatro Rival.

E no dia de Santo Antônio, o primeiro dos santos juninos, tem Rival Rebolado em clima de “arraiá”. É o Arraial Rebolado! Idealizado por Leandra Leal, Luis Lobianco e Alexandre Yussef, o projeto resgata a tradição do teatro de revista com direção de Fabiano de Freitas e Isabel Chavarri, com um elenco purpurinado: Chayenne F., Delirious Fenix, Eber Inácio, Fabiano de Freitas, Iara Niixe, Karina Karão, Leandra Leal, Luis Lobianco e Sidnei Oliveira. E, claro, mais uma etapa do concurso Rainha da Cinelândia, o mais lacrador do Rio, com drag queens, drag kings e transformistas.

No país do futebol, não faltam músicas em homenagem ao esporte favorito do povo brasileiro. Inspirada pela proximidade da Copa do Mundo na Rússia, a Orquestra Petrobras Sinfônica selecionou três sucessos que celebram esta paixão nacional. Com arranjos inéditos de Ricardo Candido, um grupo de oito músicos dá uma nova roupagem às composições por meio de violinos, violas, contrabaixo, flauta, trompa e percussão. São elas: “É uma partida de futebol” (Skank), “País do futebol” (MC Guimê) e “Pra frente Brasil”. O resultado faz parte do novo EP da série “O Clássico É”, será lançado em show gratuito no Teatro Rival Petrobras em 14 de junho e chega às plataformas digitais no dia seguinte, em parceria com a Deck.

Sexta, dia 15, é a vez do samba tomar conta do Teatro Rival com o show da cantora Marina Iris, lançando seu segundo CD: “Rueira”. O álbum foi produzido conjuntamente com Rodrigo Lessa, instrumentista, melodista e arranjador renomado, e Manu da Cuíca, letrista e escritora da nova geração elogiada por Aldir Blanc. Cantora de voz grave e interpretação criteriosa, Marina Iris, 34 anos, vem passeando, ao longo de sua carreira, por um repertório que combina tributo e modernidade, e passeia por vários ritmos, do samba ao pop. “Rueira” foi lançado em março deste ano, pela gravadora Biscoito Fino, e conta com as participações de Zélia Duncan, Banda do Síndico e Julio Estrela, que é um dos convidados de Marina Iris para o show no Rival. A outra convidada é a cantora Teresa Cristina. Para quem cantou em vários estados brasileiros e países como Alemanha, Portugal, Bélgica, França e Holanda, é uma felicidade se apresentar agora para o público carioca no tradicional Teatro Rival Petrobras.

E o sábado antecipa o aniversário do cantor e compositor Chico Buarque, que é no dia 19, com o show do Bloco Mulheres de Chico, abrindo as comemorações pelos 74 anos do artista. O show de aniversário de Chico é sempre o mais esperado do ano, já é uma tradição do bloco que comemora o 12º ano de existência. O repertório terá os grandes sucessos do compositor – como “Construção”, “Deus lhe pague”, “A volta do malandro” e “Vai passar” –, além de canções mais recentes, caso de “Caravanas”, do mais novo álbum dele. Primeiro bloco totalmente feminino do Brasil e também o primeiro temático, o Mulheres de Chico é hoje um dos que mais atrai foliões no carnaval. Este ano, reuniu em torno de 100 mil pessoas na Praia do Leme. Quem curte a obra de Chico Buarque, com certeza, vai gostar das originais releituras da obras do compositor que ganham arranjos em ritmos como coco, ijexá, samba, ciranda e funk.

Na terça-feira, dia 19 de junho, o grupo Moça Prosa – formado por oito mulheres – comemora seis anos de trajetória no teatro Rival Petrobras. Fabíola Machado (voz), Jack Rocha (voz), Manoela Marinho (violão de sete cordas), Cláudia Coutinho (cavaquinho), Luana Rodrigues (tantã), Michelle Souzaj (pandeiro), Dani Andrade (percussão), Ana Priscila (percussão) e Tainá Brito (surdo) vão homenagear mulheres compositoras, musicistas e cantoras do samba. Entre as artistas reverenciadas pelo Moça Prosa, estão Dona Ivone Lara, Clara Nunes, Clementina de Jesus, Jovelina Pérola Negra, Beth Carvalho, Leci Brandão, Alcione, Elizeth Cardoso, Aracy de Almeida, Gisa Nogueira e Dolores Duran. Também serão reverenciadas as expoentes contemporâneas do gênero, caso de Mariene de Castro, Luiza Dionizio, Tereza Cristina, Ana Costa e outras. O repertório também vai contar com clássicos de mestres como Pixinguinha, Cartola e Noel Rosa. O Moça Prosa nasceu em abril de 2012, nas rodas de samba da Pedra do Sal, na histórica região da Praça Mauá, onde se reúne mensalmente no terceiro sábado de cada mês.

Democrático e voltado para públicos de todos os gostos e credos, o Teatro Rival Petrobras vai abrir as cortinas também para um espetáculo teatral na quarta-feira, dia 20. É a peça “Paulo e Estêvão – O musical”, que fala sobre a vida do apóstolo Paulo de Tarso. No elenco há atores – Anderson Fernandes, Caíque Assunção, Dario Ralm, Jerusa Castellucci, Mathias Gomes, Saint-Clair de Castro, Tales Abreu e Tuninho Rosamalta – e cantores – Anatasha Meckenna, Marcelo Daimom e Ariovaldo Filho.

O virtuoso trombonista e compositor Josiel Konrad é a atração do Teatro Rival Petrobras no dia 21, para o lançamento dos álbuns “Timeline” e “+Amor”. O show contempla músicas dos dois álbuns, além de músicas autorais. Com uma linguagem sofisticada e eclética ao mesmo tempo, a proposta do trabalho de Konrad é apresentar uma nova sonoridade do jazz brasileiro, misturando o instrumental e o cantado. É isso mesmo. O trombonista da fusão “gafieira jazz” agora exibe mais um talento: o de cantor. E o artista passeia por suas influências: de Chico Buarque a Miles Davis, de Cartola a John Coltrane, de Tom Jobim a Stevie Wonder, passeando ainda por Adoniran Barbosa, Noel Rosa e Jackson do Pandeiro. Aos 31 anos, o jovem, que começou a tocar na igreja que frequentava na Baixa Fluminense, já tocou em orquestras, jazz bands e acompanhou artistas como Nana Caymmi e Lulu Santos. E, se tocou no Circo Voador e no Beco das Garrafas, também já se apresentou em casas internacionais famosas, como o Ronnie Scott’s Jazz Club (Londres), Club Passing Clouds (Londres), Florence Latin Jazz (Londres) e LX Factory (Portugal). Sempre oferecendo ao público uma gama jazzística e sons cheios de brasilidade.

O público pede, ela volta. A Banda do Síndico retorna ao Rival no dia 22 com aquele repertório da pesada de Tim Maia. Dessa vez, o grupo vai contar com a participação especial do cantor e compositor Carlos Dafé, que era amigo de Tim e teve canções gravadas por ele, como “Pra que vou recordar (o que chorei)”. Quem já assistiu ao show da Banda do Síndico sabe que vai poder curtir grandes sucessos de Tim Maia, como “Descobridor dos sete mares”, “Gostava tanto de você” e “Não quero dinheiro”. Quem não viu vai adorar matar saudade de tantos clássicos. É show para todo mundo cantar juntinho!

O cover do mês no Teatro Rival Petrobras é para homenagear o ex-Beatle Paul McCartney. No dia 23, a banda All-Stars sobe ao palco para um tributo ao cantor e compositor inglês, que faz 76 anos de idade no dia 18. Em vez de se concentrar nos clássicos do Fab Four, Mário Vitor (baixo, guitarra, voz), Heitor Pitombo (baixo, violão, voz), Danilo Fiani (guitarra, violão, voz), Alan James (bateria) e Lourival Franco (teclados) darão destaque às pérolas da carreira solo de McCartney e de seu trabalho com o grupo Wings. Serão músicas pinçadas de discos como “Band On The Run”, “Venus And Mars”, “At The Speed Of Sound”, “Tug Of War” e “Flowers In The Dirt”. Mas, naturalmente, essa megabanda também executará alguns dos maiores clássicos de Paul gravados pelos Beatles; de “Penny Lane” a “Get Back”, de “Back In The USSR” a “All My Loving”.

Outro artista que volta a se apresentar no Rival a pedido do público é o cantor Cláudio Lins, que fez o maior sucesso ano passado, no programa Popstar, da TV Globo. No dia 26, ele traz o show “Expresso Brasileiro”, homenageando Gilberto Gil, aniversariante do dia.

Dia 28 de junho é o Dia Mundial do Orgulho LGBTI, e o Teatro Rival Petrobras comemora com o espetáculo “Le Circo de la Drag”, filho da sátira, primo da metáfora e, sobretudo, carregado de crítica e ironia ao Brasil de hoje. A apresentação se baseia em pesquisa de canções populares brasileiras que dialogam com os acontecimentos atuais.  É deboche! É escracho! É diversão! Afinal de contas, nada mais cafona do que se levar a sério!

O mês vai chegando ao fim, mês de Copa do Mundo, e não há nada melhor do que uma roda de samba para animar a torcida verde e amarela. Aliás, há sim. Uma roda com o grupo Fundo de Quintal. E é justamente isso que o Teatro Rival Petrobras preparou para a sexta-feira 29. Os veteranos Bira Presidente, Sereno, Ubirany e Ademir Batera agora contam com a pegada jovem dos novos integrantes: Márcio Alexandre e Júnior Itaguaí. No cardápio, clássicos do grupo do qual já fez parte uma galera de responsa, puxada pelos craques Arlindo Cruz, Almir Guineto e Jorge Aragão. Quem já sambou à sombra da famosa tamarineira na quadra do Cacique de Ramos sabe bem o que se pode esperar: o samba de primeira em sucessos como “O show tem que continuar”, “A batucada dos nossos tantãs”, “Nosso grito” e “E eu não fui convidado”.

Junho fecha ao som da Banda Vanguart, que, num ajuste de contas com a história, mostra por que foi considerada a banda mais influente do cenário independente brasileiro. A Vanguart, que nasceu em Cuiabá, ocupou esse posto em 2007, quando a banda se mudou para São Paulo, influenciando a geração de Mallu Magalhães, Tiê e Roberta Campos. Agora, com o show “Vanguart Acoustic Night”, a banda justifica seu poder de influencer. E a prova é justamente o novo trabalho: o CD “Beijo estranho”. Se o lance é se ligar nas novas tendências musicais, o show da Vanguart é mais do que necessário. É imperdível.

Aliás, imperdível mesmo é toda essa rica programação do Teatro Rival Petrobras!


Serviço

Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro. Informações: (21) 2240-9796. Capacidade: 400 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia. Censura: 18 anos. www.rivalpetrobras.com.br. Ingressos: Venda antecipada pela Eventim – http://bit.ly/Ingressos2z0P23j. Bilheteria do Teatro Rival – Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h

 

*Meia entrada: Estudante, Idosos, Professores da Rede Pública e Funcionários da Petrobras