Tradicional diversidade musical é aposta de maio do Teatro Rival Petrobras

VOZES DE TODOS OS TONS E MATIZES EM MAIO NO TEATRO RIVAL PETROBRAS

É a tradicional diversidade da casa mais democrática do Rio!

Solta a voz no Rival! Maio vai ser o mês das vozes! Vozes em coral, vozes em quarteto vocal, em banda de rock, em roda de samba, vozes homenageando uma outra voz.

A programação de maio do Teatro Rival Petrobras começa no dia 3, com o coral carioca Coralito apresentando o espetáculo “Pobre menina rica, uma cantata”, inspirado no musical de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes. A direção e os arranjos são da professora Ignez Perdigão, que dá aula de Canto Coral, Harmonia e Leitura Rítmica na Escola Portátil. A proposta do Coralito é valorizar a música brasileira com arranjos originais para coro. O repertório tem 11 canções de Lyra e Vinicius, como “Primavera” e “Sabe você?”.

“… A voz de alguém quando vem do coração / De quem mantém toda a pureza / Da natureza / Onde não há pecado nem perdão…” Esses versos de Caetano Veloso são de “Alguém cantando”, música que está no repertório do show “Viola de bem querer – Boca Livre 40 anos”, que o quarteto carioca apresenta no Teatro Rival Petrobras nos dias 4 e 5 de maio, para comemorar suas quatro décadas de carreira. O Boca Livre vai reunir canções de praticamente todos os seus álbuns de estúdio. Não vão faltar os sucessos “Toada”, “Quem tem a viola”, “Mistérios” e “Diana”. Mas o grupo também preparou novidades que estarão no próximo disco: “Viola de bem querer” (Breno Ruiz/Paulo Cesar Pinheiro), “Vida da Minha Vida” (Sereno/Moacyr Luz) e “Amor de Índio” (Beto Guedes/Ronaldo Bastos). Tudo com a assinatura das vozes de Zé Renato, Maurício Maestro, David Tygel e Lourenço Baeta.

Democrático, o Rival abre o microfone para todas as vozes, incluindo as das minorias de gênero. Por isso, todo mês tem Rival Rebolado e seu lacrador concurso de drag queens, drag kings e transformistas, que vem elegendo, anualmente, a Rainha da Cinelândia. No dia 9, além da segunda etapa do concurso, o Rival Rebolado vai comemorar os 100 anos do Chacrinha. A ideia é levar o Cassino do Chacrinha para o palco. Karina Karão representará o apresentador numa super-homenagem drag, com direito a chacretes, interpretadas pelas “rolescas”, e calouros buzinados. Aliás, essa é uma novidade.O projeto idealizado por Alê Youssef, Leandra Leal e Luís Lobianco tem a missão de resgatar a tradição do teatro de revista. O karaokê, que abre sempre o Rival Rebolado, vai acontecer dentro do espetáculo, como se fosse o famoso Show de Calouros. Vamos ver quem vai faturar o “troféu abacaxi”!

Na quinta-feira, dia 10, a obra de Chico Buarque ganha novos tons na voz de Moyseis Marques. Era o ano de 2015 quando o cantor ganhou uma canja do ídolo durante um show na Lapa. Juntos, Moyseis e Chico cantaram “Aquela mulher” e “Injuriado”. A primeira era o número solo de Moyseis como o protagonista Max Overseas na montagem de João Falcão da “Ópera do malandro”. A segunda foi a música gravada por Moyseis no longa-metragem “Chico, um artista brasileiro”, de Miguel Faria Júnior. Chico Buarque entrou tão forte na vida de Moyseis Marques que o jovem cantor resolveu fazer um show só com canções do mestre em 2017. Agora vai repetir a dose, e novamente no Rival, claro! E, com certeza, um presente tanto para os fãs de Moyséis quanto para os fãs de Chico.

O Teatro Rival Petrobras está sempre aberto também para novas vozes e, por isso, recebe, no dia 11, o cantor Tuca Oliveira, que vai lançar o CD “ As flores do começo”, produzido por Mú Carvalho, do grupo A Cor do Som. Tuca tem influências na música caipira, que ouviu na infância e na adolescência no interior de Minas Gerais. Sua canção “Eu, você e as estrelas” foi gravada por Ricky Vallen, com quem compôs “Rotina” e “Pedaço de carne”, canções que estarão no repertório do próximo CD de Vallen.

E tem show internacional na Cinelândia. Os suecos veteranos do Metal Sinfônico, Therion, voltam ao Brasil na turnê de divulgação do seu mais novo trabalho, o álbum triplo “Beloved Antichrist, o 16º da carreira. O disco segue a linha rock ópera inspirado na obra de Vladímir Soloviov, “A Short Tale Of The Antichrist”. O show acontece em única apresentação no Rio de Janeiro, no Teatro Rival Petrobras (Cinelândia), no dia 12 de maio, às 21h. A abertura será com a banda Cellar Darling.

Sucesso em março, depois de tantos pedidos, ela vai voltar. Ela é Mart’nália, que volta ao Teatro Rival Petrobras, onde há anos se sente em casa, reapresentando o show “+ Misturado”, nos dias 16 e 17. No repertório, estarão seus sucessos – como “Cabide” e “Chega” –, clássicos de seu pai Martinho da Vila e de outros mestres da música brasileira, como Vinicius de Moraes, Djavan, Candeia, Noel Rosa, Guilherme Arantes, GIlberto Gil e Arlindo Cruz. “+ Misturado” é o 11º álbum de carreira da cantora de voz única, diversidade rítmica riquíssima e o maior alto astral da MPB. É show para recarregar as baterias com alegria e ótimas energias. Em tempos sombrios, é mais do que necessário, é imperdível!

No dia 18 de maio, a atração é a Banda Catedral, que faz uma mistura surpreendente de gospel com rock’n’roll, numa prova de que vozes de Deus também podem ser vozes contestadoras. Quem vai negar que Jesus Cristo era um rebelde revolucionário? Uma das dez maiores bandas de rock do país em termos de vendagem, a Banda Catedral comemora seus 30 anos lançando a turnê “Catedral 30 anos e você”. Única banda no Brasil e na América Latina a fazer sucesso em distintos mercados de música, a Catedral tem 3,5 milhões CDs vendidos, vários discos de platina e de ouro. A banda é formada por Kim (voz, guitarra e violão base), que é compositor, letrista, manager e diretor artístico da banda; Júlio (baixo), também compositor e produtor musical; e Guilherme (bateria).

A Moderninha – A Festa está de volta. O evento mistura rock de todas as épocas, pop classudo, indie e pitadas black music clássica. Nesta edição especial para o Teatro Rival Petrobras, “Moderninha” traz o duelo Rock 90 x Pop 00 com a participação das bandas Kapitu, em tributo ao Oasis, Animals, em homenagem ao Maroon 5. A festa vai acontecer no dia 19 de maio, às 22h. No warm up e intervalos, a festa conta com a presença dos DJs João Rodrigo e Sardinha tocando hits e novidades para todo mundo se acabar na pista do Rival Petrobras.

E no dia 22 é dia de homenagear uma voz inesquecível da nossa música, do nosso samba. A cantora Sandra Serrado é a estrela do show “Clarear – Tributo a Clara Nunes”, à frente de um time de primeira: quatro atores da Cia Trupe da Arte, dois bailarinos e a banda Clarear. A ideia é reverenciar a cantora Clara Nunes e o legado que deixou para a Música Popular Brasileira. Ela foi a primeira mulher a vender mais de 100 mil cópias de discos cantando samba numa época em que o ambiente do samba era dominado pelos homens. O repertório reúne sucessos da cantora e canções autorais, feitas exclusivamente para este espetáculo.

A cantora Verônica Sabino solta a voz no dia 24, no show “Esse meu olhar”, apresentado em formato acústico e intimista, e embalado pelo violão de Sergio Chiavazzolli, que também assina a direção musical do DVD do mesmo nome, lançado em 2016. Standards de Maysa, Milton Nascimento, da Bossa Nova e da Jovem Guarda são renovados pelo talento de Verônica Sabino, que também vai cantar sucessos de sua carreira, como “Todo Sentimento” e “Tudo que se quer”. Emoção pura!

Dia 25 é dia do “Baculêju” de Sandra de Sá. O “Baculêju” nasceu há cinco anos na casa da cantora, experimentando vários ritmos e vertentes, combinando vozes com todo tipo de instrumento. A ideia deu tão certo, que Sandra resolveu dividir com o público os momentos mágicos daquele espontâneo caldeirão musical. “Baculêju da de Sá” é uma espécie de roda de groove, um ritual em que estilos se misturam, proporcionando oportunidades para que “a arte trabalhe com as artes”, como explica a própria Sandra.

No sábado, dia 26, a voz que toma conta do Rival nasceu na cidade mineira de Passa Quatro, mas foi em Brasília que se entregou ao samba. A advogada Gláucia Foley descobriu o samba e sua vocação para o canto na capital do país e agora chega ao Rio para apresentar seu CD “Meu canto”. Este seu primeiro trabalho é um emocionante e bibliográfico tributo ao samba com canções de diversas épocas, de autores consagrados, executadas por músicos do rico circuito do samba brasiliense. No repertório, há sambas de craques, como Délcio Carvalho, Nelson Sargento, Moacyr Luz, Wanderley Monteiro e Sereno, do grupo Fundo de Quintal. Mas também há canções inéditas e duas autorais: “Vila Planalto” e “Deixa falar”, esta uma parceria com Toninho Nascimento.

No dia 30, a programação do Rival dá voz à linhagem nobre do samba. Isso porque o convidado é Juninho Thybau, filho de Beto Gago, compositor de talento reconhecido; neto de Thybau, que promovia em casa tradicionais rodas de samba; e sobrinho de Zeca Pagodinho, que dispensa apresentações, mas não dispensa os sambas compostos pelo sobrinho, autor de sucessos como “Faixa amarela”, “Se eu for falar de tristeza” e “Tempo de criança”. Considerado um dos principais nomes do partido alto, herdeiro e um dos responsáveis por dar prosseguimento à arte de improvisar, Juninho Thybau comanda, todo segundo domingo do mês, o samba “Na porta de casa”, levando uma multidão para a rua onde mora no bairro de Irajá. Recriando essa já famosa roda, o show no Teatro Rival será o lançamento do EP “Nosso jeito” numa noite de sambar e versar.

Fechando Maio, o Festival Som do Rio, show de jazz brasileiro, tendo à frente Robertinho Silva, Eduardo Neves e o “T-Bones Brasil Ensemble” é a grande atração do dia 31 de maio, quinta-feira, no Teatro Rival Petrobras. Serão três pockets shows de aproximadamente 50 minutos cada um no mesmo dia, com a mediação do jornalista, radialista e pesquisador Jota Carlos, interagindo com a plateia durante a troca de palco. É a oportunidade de cariocas e turistas que estiverem no Rio de Janeiro, começarem o feriadão de Corpus Christi com boa música.

Um encerramento original para um mês que passeou por tantos tipos de vozes e que chega ao fim com instrumentos de percussão e sopros servindo de porta-vozes para o melhor da música instrumental brasileira.

Tudo isso em maio, no Teatro Rival Petrobras, a voz da cultura carioca!